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Educandário Padre Gilberto comemora cinquentenário com programação especial

Auto marca noite de abertura rememorando a trajetória da instituição contada por alunos, professores, funcionários e egressos

27/11/2018

O Educandário Padre Gilberto (EPG) completou 50 anos em 2018 e está preparando uma programação especial para celebrar junto à comunidade. Serão realizadas nos próximos dias 4 a 6 de dezembro, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista (BA), o Projeto Literário com o tema “Entre Histórias e Memórias”, com exposições, apresentações de música, teatro, dança, moda e circo, além de mesas temáticas com a presença de convidados que irão debater assuntos sobre a contemporaneidade.

Dentre as atividades, será apresentado um auto, sob a direção da dramaturga Adriana Amorim, que busca rememorar a história da instituição, contada por alunos, pais, professores, funcionários e egressos. A composição teatral marca a noite de abertura do projeto no dia 4, no Teatro do Centro de Cultura.

De acordo com Adriana Amorim, trata-se de um espetáculo elaborado com base em entrevistas e relatos de pessoas que ajudaram a construir a trajetória da escola, fundada em 1968 com o nome Branca de Neve. “Mesmo quem não estudou na instituição conhece a sua história. É um escola que sempre foi capitaneada por mulheres, em meio à conquistas, dificuldades e tragédias. É uma celebração da educação em Conquista como um todo”, afirma Amorim.

Para Dilcinéia Silva, ex-professora, participar do auto está sendo muito gratificante. “Reviver a história da qual fiz parte como profissional durante 20 anos está sendo maravilhoso”. Emoção é o que descreve a também ex-aluna Letícia Barros, que estudou na instituição por 12 anos. “Eu ainda tenho muitos amigos que estudam lá e quando vi a chamada para a seleção vi a oportunidade de concluir um ciclo. Foi bastante emocionante poder voltar na Padre Gilberto”.

“Entre Histórias e Memórias”

De acordo com a coordenadora pedagógica Maisa Andrade, a escolha do tema “Entre Histórias e Memórias” passa por uma construção identitária. “Nós elegemos o que chamamos de uma transversalidade curricular que possa construir competências e habilidades. Neste ano em que a escola comemora o seu cinquentenário, nada melhor do que mergulhar num processo de estudo, investigação e descobertas das nossas histórias, que nos constitui enquanto indivíduos e nos identificam como coletividades”, explica. “O percurso para essa realização é via memória:  memórias individuais e memórias coletivas presentes na história da humanidade. O tema nos faz revisitar a nossa própria história para entender e se entender parte de uma comunidade”.